Terça-feira, 9 de Março de 2004

Mau humor

dormir.jpg


 


Aviso à navegação...estou de mau humor!!


Dormi à pressa...

publicado por xanubina às 07:53
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Segunda-feira, 8 de Março de 2004

Silêncios de Mulher

en_espanol_03a.gif 


Dia após dia, escondes o desgosto


Disfarças com vergonha as marcas do teu rosto


Dia após dia, ouves palavras que ferem como punhais


E nem no amor tens direito aos prazeres naturais


Mulher, não estás sós


O silêncio em que escondes teu drama  


Não é o que mereces mulher


O silêncio em que vives calada e consentes


Não é o que o Mundo quer


Mulher não estás só


 


Minah Jardim

publicado por xanubina às 23:28
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Mulheres

mulheres.jpg


Faço parte do grupo das mulheres para quem este dia não significa nada...


É mais um dia de...


Nós mulheres merecemos muito mais que um dia apenas onde se fale de violência...de osteoporose...e de tantos outros problemas que nos afligem 365 dias por ano...este ano por acaso 366.


Oxalá amanhã ainda se lembrem de todos os problemas de que tanto falaram hoje.


 


 

publicado por xanubina às 23:05
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Sábado, 6 de Março de 2004

Falta uma semana...parte III

tenerife3.jpg
publicado por xanubina às 16:51
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Falta uma semana...parte II

2.jpg
publicado por xanubina às 16:49
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Falta uma semana...

tenerife.jpg
publicado por xanubina às 08:44
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Quinta-feira, 4 de Março de 2004

Diário de uma resistente-Ser Bom

hippies.bmp


 


 


Aqui há uns anos (gostaria de pensar que não foram muitos mas,  bem contados, devem ser aí uns vinte e...), na altura em que todos frequentávamos liceus e faculdades, talvez porque o mundo tinha menos coisas para nos distrair, a verdade é que falávamos muito mais.


Sentíamo-nos heróicos herdeiros da geração dos anos sessenta e muito conscientes da responsabilidade que nos cabia.


Era uma herança pesada e que mexia com muita coisa: pacífica por natureza, ela trazia em si o gérmen da revolta, o «não» definitivo disfarçado em «love, flowers and music».


Não há autoridade paternal, aos limites sufocantes da família, à rotina, à convenção, à prisão dos princípios instituídos.


Não às regras que ditavam como vestíamos, como falávamos, como nos comunicávamos.


Não há religião que nos ordenava o que não aceitávamos, ao ensino subserviente e deformado, á autoridade prepotente, ao conceito de Nação, que não nos deixava ser todos irmãos no amor.


Mas esta maneira de estar tinha também os seus sins.


Sim à solidariedade, ao amor, à liberdade.


Sim à alegria , à música, à natureza.


Sim a tudo o que era suficientemente louco, suficientemente longuínquo e difícil, para nos arrastar para longe da pequenez, do mesquinho, da autocomiseração.


Lembro-me de um enorme cartaz de um leproso com os dizeres: «Chorava por não ter sapatos até ver o meu vizinho sem pés».


Esta e outras frases perseguiam-nos como guiões, como regras absolutas e indiscutíveis. Perto de nós, havia sempre alguém mais pobre, mais infeliz, mais despojado, que era urgente ajudar. Não em nome de uma qualquer caridade acomodatícia e compensadora, mas porque todos fazíamos parte de um conjunto em que cada membro era responsável por todos os outros. Almada escreveu: «Quando nasci, já estavam escritas todas as palavras que haviam de salvar a humanidade. Só faltava uma coisa: salvar a humanidade».


Era esse o nosso papel, essa a nossa herança. Revolucionários imbuídos de amor, sentíamo-nos fortes e capazes de a realizar. E éramos bons. Assim. Sem o saber. Porque era essa a nossa luta, ser bons.


 


 Maria F. Blanc


.....(continuará...talvez amanhã!!)


Também podia dizer...não perca amanhã novo capítulo...hoje vou ficar por aqui que já vai demasiado longo...


 


 


Quem assim pensava...hoje anda na casa dos 40...


 

publicado por xanubina às 23:25
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Segunda-feira, 1 de Março de 2004

Somos tantos num mundo tão pequenino

terra.bmp


 


Não há muito mais a dizer, pois não? Nascemos bons e fizeram-nos maus. Sonhámos com a distância e o infinito e contentámo-nos com poucas assoalhadas e um seguro que nos garanta depois de mortos. Aprendemos uma religião que prega a renúncia, a dádiva total, o amor, mas deitámos contas e concluímos que  “a caridade bem ordenada, por nós é começada”. Tivemos a dádiva espantosa de criar novas vidas, mas aceitamos como notícia diária o crime monstruoso de muitas mais que são tiradas. Sabemos que enquanto lutamos pela “qualidade de vida”, milhões de pessoas morrem de fome, enquanto nos queixamos  das arranhadelas praticadas em “motorecas” dadas antes do tempo, a meninos nascidos em berços de ouro, e tratadas em clínicas de luxo, crianças de todo o mundo não têm acesso aos mais básicos cuidados de saúde. Chocamo-nos com os romances épicos da resistência ao nazismo há meio século, e assistimos, como a um filme de aventuras, ao renascer do etnismo, das associações elitistas, do vandalismo dos “skin-heads”, do ódio e do racismo.


Sabemos que estão a destruir sistematicamente o nosso cantinho do Universo e a uma velocidade que talvez nos deixe pouco para legar aos nossos filhos, mas não prescindimos dos carros de luxo e da velocidade, dos aerosóis, dos sprays, das fraldas de papel, dos detergentes lavam tudo, das embalagens descartáveis, dos plásticos.


Temos razões. Imensas razões. Vivemos numa sociedade em crise, a nossa escala de valores foi destruída mas não substituída, o nosso dia-a-dia é arrasador, estamos submersos em «bichas» intermináveis nos supermercados e nas estradas, no notário, no banco e nas repartições públicas. Gastamos horas, que não temos , para cumprir prazos incumpríveis e enfrentamos burocracias torturantes para o mais simples acto cívico. Há insegurança nas ruas, poluição nas praias, concorrência desonesta nos empregos, droga nas escolas. Não há pessoal. Não há bom ensino. Não há espaços para as nossas crianças, nem confiança nos serviços de saúde (mesmo que pagos a peso de ouro), nem comida sem ser contaminada, nem acesso ao ensino superior, nem garantia de emprego.


Não há casas. Não há tempo.


E somos tantos num mundo tão pequenino!


Não há muito mais a dizer. Não existem receitas, regras ou verdades absolutas. Ninguém, sózinho, resolve coisa nenhuma.


Ninguém pode impedir a força de tantos, a vontade de alguns, o poder do dinheiro, a corrupção, a prepotência, o abuso da autoridade, o uso do medo. Somos vulneráveis e impotentes.Somos fracos e temos razões para o ser.


Estamos cansados, fartos e prestes a desistir.


Mas somos tantos, nascemos bons e temos, dentro de nós, a força de muitos sonhos e a grandeza de tantos projectos. Recebemos uma herança, fazemos parte de uma longa linha, tivemos filhos para a continuar. Existem em nós rios de amor, oceanos de ternura, um imenso ódio ao mal que nos fizeram, ao abandono a que nos votaram, ao desencanto que criaram para nós.


E, bem vistas as coisas, se pusermos de lado as aparências e a vergonha, ainda temos muitas lágrimas para chorar, quando a televisão traz a nossas casas essas caras, envelhecidas, pela fome e pela miséria , de crianças sem idade que , por um qualquer acaso geográfico, bem poderiam ser as nossas! Eu sei que não há muito mais a dizer.Sei que não há receitas, nem verdades, nem soluções fáceis.Mas continuamos a existir, nós, a nossa vontade e a nossa vergonha. E continuamos, sempre, a ter a possibilidade de um dia dizer «não».


 


 


Maria F. Blanc


 

publicado por xanubina às 22:27
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O Convite

Não me interessa o que fazes na vida. Quero saber o que anseias e se tens coragem de sonhar com a realização desse anseio.


Não me interessa que idade tens.Quero saber se tens coragem de fazer figuras tolas em busca do amor, dos teus sonhos, da aventura de estar vivo.


Não me interessa quais os planetas que regem a tua lua. Quero saber se tocaste no âmago da tua própria dor, se tens estado aberto às traições da vida ou se te fechaste com medo de sofrer novamente. Quero saber se consegues sentar-te na presença da dor, tua ou minha, sem tentares escondê-la, esmorecê-la ou remendá-la.


Quero saber se consegues estar na presença da alegria, tua ou minha, se consegues dançar loucamente e deixar o êxtase inundar-te da ponta dos pés à cabeça, sem dizer "tem cuidado, sê realista, lembra-te das limitações do ser humano".


Não me interessa se a história que me contas é verdadeira. Quero saber se és capaz de desiludir uma pessoa para seres verdadeiro para contigo próprio; se consegues suportar a acusação de traição e não traíres a tua alma, se consegues despojar-te de fé e ser de confiança.


Quero saber se consegues ver a beleza, mesmo quando não é bonita, todos os dias, e se consegues alimentar a tua vida com a sua presença.


Quero saber se consegues viver com o fracasso, teu e meu, e ainda assim abeirar-te do lago e gritar à Lua Cheia de prata: "Sim!"


Não me interessa saber onde vives ou quanto dinheiro tens. Quero saber se consegues levantar-te, depois de uma noite de dor e desespero, cansado e dorido até ao âmago, e fazer o que for preciso para alimentar os teus filhos.


Não me interessa quem conheces ou como aqui chegaste. Quero saber se enfrentarás as chamas comigo, sem dares um passo atrás.


Não me interessa onde, o quê ou com quem estudaste. Quero saber o que te sustenta, por dentro, quando tudo o resto desmorona.


Quero saber se consegues estar a sós contigo mesmo e se verdadeiramente aprecias a tua companhia nos momentos vazios.


 


Sonhador da Montanha Oriah, Ancião Índio


 

publicado por xanubina às 00:10
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